Lagoas, gêiseres e vulcão: o que ver no Deserto do Atacama
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Feito por Felipe Santos
01/08/2026, última atualização 01/08/2026
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Tem gente que vai para o Atacama achando que vai ver “só” deserto — areia, pedra, sol. Chega lá e descobre água fervendo saindo do chão às cinco da manhã, um vulcão soltando fumaça no horizonte, lagoas onde o corpo boia sozinho sem esforço nenhum, e à noite um céu tão carregado de estrela que parece imagem de satélite. A geografia da região concentra fenômenos naturais que normalmente estariam espalhados por continentes inteiros, tudo dentro de um raio de poucas horas de estrada a partir de San Pedro de Atacama.
Este artigo passa pelos principais atrativos naturais que compõem o roteiro da expedição “Sabores do Deserto do Atacama”, da Habitat Expedições, com o contexto de cada um.
Resumo rápido
- Os gêiseres da região ficam entre os mais altos do mundo e costumam ser visitados de madrugada, quando o contraste de temperatura torna o vapor mais visível.
- As Termas de Puritama são piscinas naturais de água termal dentro de um canyon, um contraponto de calor ao frio da altitude.
- Um vulcão ativo faz parte da paisagem que emoldura boa parte do roteiro, lembrando que o Atacama fica encaixado entre cadeias vulcânicas dos Andes.
- As lagoas de sal da região têm densidade alta o suficiente para permitir flutuar sem esforço, fenômeno parecido com o do Mar Morto.
- O céu do Atacama está entre os mais estrelados do planeta, resultado direto da altitude, do ar seco e da baixa poluição luminosa da região.
Gêiseres: o deserto solta vapor antes do sol nascer
Os campos geotérmicos da região do Atacama estão entre os mais altos do mundo em atividade, com fumarolas e fontes de água fervente que soltam vapor visível no ar gelado da madrugada. O horário de visita não é escolha estética: é geotermia pura. A água subterrânea aquecida pelo calor vulcânico da região sobe até a superfície e evapora ao entrar em contato com o ar externo, e esse processo fica muito mais visível quando a temperatura ambiente está baixa — daí a lógica de sair de San Pedro ainda de madrugada, com o campo de gêiseres funcionando a pleno vapor (literalmente) pouco antes e depois do nascer do sol.
É uma experiência sensorial completa: o cheiro sulfuroso característico de áreas geotérmicas, o som de borbulhamento saindo do chão, o frio cortante contrastando com o vapor quente, e o silêncio do deserto ainda adormecido ao redor. Depois que o sol sobe, a atividade visual dos gêiseres diminui — outro motivo para o horário matinal ser tão valorizado.
Termas de Puritama: água quente dentro de um canyon
Depois do frio do início do dia, as Termas de Puritama funcionam como um respiro literal. É um conjunto de piscinas naturais de água termal, encaixado dentro de um canyon estreito, formado ao longo de milhares de anos pela ação da água sobre a rocha. A água chega numa temperatura agradável, aquecida por atividade geotérmica da região, criando um cenário quase contraditório: pedra vermelha, vegetação típica de oásis crescendo nas margens, e água morna em pleno deserto de altitude.
É um dos poucos pontos do roteiro onde o ritmo desacelera de propósito — depois de uma manhã de caminhada e observação, o corpo agradece pela pausa na água quente antes de seguir para a próxima parada.
Vulcão ativo: o pano de fundo constante
Boa parte da paisagem do Atacama é emoldurada por vulcões, muitos deles ainda ativos, parte da Cordilheira dos Andes que corre paralela à costa chilena. Um desses vulcões ativos integra o roteiro da expedição, visível a distância em diversos pontos do trajeto — lembrete constante de que essa geografia extrema, dos gêiseres às lagoas de sal, tem origem na mesma força geológica: o encontro de placas tectônicas que empurrou os Andes para cima e ainda mantém a região ativa.
Ver um vulcão de perto, com fumarola eventual saindo do topo, tem um efeito diferente de ver em foto. A escala real do cone contra o céu azul do altiplano dá outra dimensão de tamanho que fotografia nenhuma reproduz direito.
Lagoas de sal: flutuar sem esforço no meio do deserto
Entre os pontos mais surpreendentes do roteiro estão as lagoas de sal, formadas em depressões onde a água se acumula e evapora ao longo do tempo, deixando concentração de sal muito acima da média. Isso aumenta a densidade da água a ponto do corpo flutuar praticamente sem esforço — o mesmo princípio físico do Mar Morto, só que em plena Cordilheira dos Andes, cercado por vulcões.
A sensação é estranha nas primeiras tentativas: o instinto é nadar, mas a água empurra o corpo para cima sozinha. Depois de alguns minutos, a maioria relaxa, e vira um dos momentos mais lembrados da viagem — flutuar de costas olhando para o céu limpo do altiplano.
Dunas e Garganta del Diablo: adrenalina leve com paisagem de cinema
O relevo do Atacama inclui campos de dunas de areia fina, moldadas pelo vento constante, ideais para sandboard — a versão em areia do snowboard, descendo a duna sobre uma prancha. É uma atividade acessível, sem curva de aprendizado longa, que rende adrenalina e boas fotos contra o pôr do sol.
Já a Garganta del Diablo é uma formação rochosa estreita e sinuosa, esculpida ao longo de milhões de anos pela ação do vento e, no passado, da água. Pedalar por esse trecho expõe paredões de rocha avermelhada de perto, num contraste de cores que muda conforme a luz do dia — mais alaranjado ao amanhecer e ao entardecer.
Céu estrelado: o fechamento natural do roteiro
Depois de um dia inteiro de sol forte, vento e paisagem geológica extrema, a noite no Atacama entrega talvez o atrativo mais citado por quem já visitou a região: um dos céus mais estrelados do planeta. A combinação de altitude, ar seco e baixíssima poluição luminosa cria condições raras de visibilidade — a Via Láctea aparece como uma faixa densa e nítida no céu, algo que a maioria das pessoas que vive em cidade grande nunca teve a chance de ver a olho nu.
Na expedição da Habitat, essa observação acontece durante a noite de camping, com uma tradição simples e eficaz: vinho e fogueira, reunindo o grupo — no máximo 12 pessoas por saída — em volta do fogo enquanto o céu se revela aos poucos, conforme a escuridão avança e os olhos se acostumam com a ausência de luz artificial.
Como esses atrativos se conectam na expedição da Habitat
A “Sabores do Deserto do Atacama” reúne esses pontos — gêiseres, Termas de Puritama, vulcão ativo, lagoas de sal, dunas, Garganta del Diablo e a noite de céu estrelado — dentro de 8 dias e 7 noites, com hospedagem confortável na Casa Vientos entre um passeio e outro e alimentação completa por chef particular. A cosmovisão andina também entra no roteiro, forma de entender esses fenômenos pela perspectiva de quem vive na região há gerações, não só como espetáculo geológico isolado.
Para conferir as próximas datas disponíveis, vale acessar /calendario, e a página completa da expedição, com todos os detalhes atualizados, fica em habitatexpedicoes.com.br/destino/sabores-do-deserto-do-atacama. Dúvidas específicas sobre o roteiro podem ser tiradas direto pelo WhatsApp (19) 99538-9265.
Perguntas frequentes
Por que os gêiseres são visitados de madrugada?
Porque o contraste entre a água aquecida e o ar frio da madrugada torna o vapor muito mais visível, tornando a visita mais impactante nesse horário.
As lagoas de sal são seguras para quem não sabe nadar bem?
Sim, a alta concentração de sal aumenta a densidade da água e facilita a flutuação, tornando a experiência tranquila mesmo para quem não é nadador experiente.
O vulcão visitado no roteiro está em erupção?
É classificado como vulcão ativo, o que significa que tem atividade geológica registrada, sem necessariamente estar em erupção no momento da visita.
Preciso saber andar de bicicleta bem para o passeio na Garganta del Diablo?
Não é necessário nível avançado. A atividade tem dificuldade baixa, adequada para quem tem experiência básica com bicicleta.
Por que o céu do Atacama é considerado um dos mais estrelados do mundo?
A combinação de altitude elevada, ar extremamente seco e baixa poluição luminosa cria condições raras de visibilidade astronômica na região.
Todos esses atrativos fazem parte da expedição da Habitat?
Sim, gêiseres, Termas de Puritama, vulcão ativo, lagoas de sal, dunas, Garganta del Diablo e a noite de observação de estrelas compõem o roteiro da “Sabores do Deserto do Atacama”.
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