Monte Roraima é difícil? Preparo físico necessário
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Feito por Felipe Santos
01/08/2026, última atualização 01/08/2026
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Resumo rápido
- Sim, o Monte Roraima é difícil: são cerca de 90 km de caminhada entre ida e volta, em dias consecutivos, com um trecho de subida íngreme conhecido como “rampa” que ganha quase 1.000 metros de altitude em poucas horas.
- Não é uma escalada técnica — não exige corda nem experiência em montanhismo —, mas exige resistência física acumulada ao longo de vários dias seguidos de trilha.
- A altitude do platô, pouco acima de 2.800 metros, costuma causar apenas desconforto leve, já que a subida é gradual e dá tempo de o corpo se adaptar.
- Recomenda-se treino físico regular nas semanas anteriores, com foco em caminhada e resistência de pernas; a Habitat Expedições orienta cada grupo sobre o nível de preparo esperado antes da viagem.
Toda vez que um cliente pergunta “mas dá pra fazer sem ser atleta?”, a resposta da Habitat Expedições é a mesma: dá, sim — desde que você chegue com uma base de caminhada de verdade, não com boa vontade só. O Roraima não pede corpo de atleta olímpico. Pede constância.
Onde está a dificuldade, já que não é escalada
A dificuldade do Monte Roraima não vem de um único obstáculo técnico, e sim da soma de fatores espalhados ao longo de vários dias: distância total, peso na mochila, variação de terreno e clima instável. Não existe trecho de escalada com corda ou equipamento técnico — mesmo a subida pela rampa, o ponto mais íngreme do percurso, é feita com as próprias mãos ajudando nos apoios, sem necessidade de curso de montanhismo.
O que pesa de verdade é caminhar entre 8 e 12 km por dia, por vários dias seguidos, em terreno que varia de savana aberta a pedra molhada e escorregadia, sem descanso completo entre uma etapa e outra. É resistência acumulada, não força bruta pontual.
A rampa: o trecho que mais assusta (e mais é falado)
A subida da rampa é o momento mais citado por quem já fez a trilha, porque concentra quase 1.000 metros de ganho de altitude em algumas horas de caminhada intensa. É íngreme, com pedras soltas e cascatas pequenas cruzando o caminho, e costuma deixar as pernas pesadas no dia seguinte.
Ainda assim, é um trecho técnico apenas no sentido de exigir atenção onde pisar — não em habilidade de escalada. Quem tem o costume de subir serra, mesmo sem nunca ter feito trekking de vários dias, geralmente reconhece o tipo de esforço.
E a altitude, incomoda?
O topo do Roraima passa dos 2.800 metros, altura em que algumas pessoas sentem leve dor de cabeça, cansaço fora do comum ou falta de apetite nos primeiros momentos no platô. São sintomas que costumam passar sozinhos em pouco tempo, sem chegar a comprometer a viagem.
O fator que ajuda bastante aqui é o ritmo da própria trilha: a subida acontece ao longo de dois ou três dias, não de uma vez, dando ao corpo tempo de se adaptar ao ar mais rarefeito antes de chegar ao ponto mais alto. Quem sente algum desconforto deve avisar o guia na hora — é para isso que ele está ali, e ignorar sintomas nunca é a atitude certa em trilha de altitude.
Quanto treino é necessário antes de ir
O ideal é chegar à data da expedição com pelo menos quatro a seis semanas de treino físico regular, algo entre quatro e seis vezes por semana, priorizando caminhada, subida de escada ou trilhas locais com mochila carregada. Corrida e musculação de pernas ajudam, mas não substituem o hábito de caminhar por horas seguidas — o corpo precisa se acostumar ao movimento específico da trilha, não só a estar “em forma” de modo genérico.
Quem já caminha regularmente em finais de semana chega numa posição bem mais confortável do que quem só malha em academia sem nunca ter feito uma trilha de um dia inteiro. Se puder, inclua no treino ao menos uma caminhada de longa duração, de seis horas ou mais, para sentir como o corpo reage depois da quarta ou quinta hora em pé.
O lado emocional pesa tanto quanto o físico
Preparo físico resolve metade do desafio; a outra metade é aceitar o ritmo do grupo, o clima que muda sem aviso e alguns dias sem conforto nenhum. Chuva no meio da caminhada, barraca molhada, cansaço acumulado no quarto ou quinto dia — isso testa paciência mais do que músculo.
Respeitar os próprios limites, avisar o guia quando alguma coisa não vai bem e aceitar o ritmo combinado pelo grupo fazem mais diferença no resultado final do que qualquer treino isolado de última hora.
Quem deve pensar duas vezes antes de se inscrever
Pessoas com condições cardiovasculares ou respiratórias não controladas, lesões recentes de joelho ou tornozelo, ou histórico de mal de altitude severo em viagens anteriores devem conversar com um médico antes de confirmar a inscrição. Não é regra rígida que exclua ninguém de antemão, mas informação que evita surpresa desagradável no meio da savana, longe de qualquer estrutura médica.
A Habitat Expedições costuma perguntar sobre histórico de saúde na hora da inscrição, justamente para orientar cada pessoa sobre o nível real de exigência da viagem antes de fechar a reserva — melhor ajustar expectativa antes do que descobrir um limite no terceiro dia de trilha.
Como a Habitat Expedições ajuda na preparação
Antes de cada saída, a equipe da Habitat Expedições passa orientações específicas de treino e um raio-x realista do que esperar em termos de esforço físico, sem suavizar nem exagerar a dificuldade. Quem tem dúvida se está pronto pode conversar direto pelo WhatsApp (19) 99538-9265 antes de decidir — às vezes um bate-papo de dez minutos resolve mais do que qualquer artigo de blog.
Perguntas frequentes
Preciso ser atleta para fazer o trekking no Monte Roraima?
Não. É preciso ter uma base de caminhada regular e resistência acumulada, mas não é necessário nível de atleta profissional.
A trilha tem trechos de escalada com corda?
Não. O trecho mais íngreme, a rampa, exige atenção e uso das mãos como apoio, mas não envolve equipamento técnico de escalada.
A altitude do Monte Roraima é perigosa?
Para a maioria das pessoas, não — os sintomas costumam ser leves e passageiros, ajudados pela subida gradual ao longo de vários dias. Quem sente algo fora do comum deve avisar o guia imediatamente.
Quanto tempo antes devo começar a treinar?
O ideal é começar de quatro a seis semanas antes, treinando de quatro a seis vezes por semana, com foco em caminhada e resistência de pernas.
Crianças ou idosos conseguem fazer essa expedição?
Depende muito do condicionamento individual, não só da idade. Vale conversar diretamente com a Habitat Expedições sobre o caso específico antes de decidir.
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